segunda-feira, 13 de outubro de 2014







Candidatos Itatibenses para Deputado Federal e Estadual em Itatiba de 1950 a 2014.


Neste período de 64 anos de história política, vinte itatibenses foram candidatos aos cargos de Deputado Federal e Estadual. Apenas dois se elegeram: Paulo Abreu e Adilson Rossi.
Paulo Abreu foi eleito três vezes Deputado Federal - 1950, 1966 e 1970 e Adilson Rossi conquistou este ano o seu terceiro mandato na Assembleia Legislativa de São Paulo - 2002, 2010 e 2014.

No ranking  por porcentagem de votos válidos, temos como lideres de votação os candidatos Paulo Abreu com 57,55% em 1970; Mauricio Camargo com 45,12% em 1978; Roberto Lanhoso com 44,04 em 1958 - sua primeira campanha eleitoral. Marina Bredariol, em duas ocasiões- 2002 e 2006, superou a marca de 42%. Marina também é a recordista em votos, com os 18927 votos conquistados em 2006, quando disputou uma vaga para a Assembleia Legislativa.

Este levantamento é somente dos votos em Itatiba.


Ranking Porcentagem




Ano
Candidato
Cargo
Partido
Votos
%
1970
Paulo Abreu
Federal
Arena
6445
57,55%
1978
Mauricio Camargo
Estadual
MDB
7442
45,12%
1958
Roberto Lanhoso
Estadual
UDN
2470
44,04%
2002
Marina Bredariol
Federal
PPS
17643
43,20%
2006
Marina Bredariol
Estadual
PPS
18927
42,35%
2014
José R. Fumach
Estadual
PSB
18076
36,99%
1998
Marina Bredariol
Federal
PPS
11599
35,79%
1966
Paulo Abreu
Federal
Arena
3163
35,42%
2010
David Bueno
Estadual
PSB
16523
34,30%
1970
Aloisio Boava
Estadual
Arena
3786
33,81%
1994
Mané Massaretti
Estadual
PDS
10706
30,10%
1950
Paulo Abreu
Federal
PTB
1114
26,32%
1998
Dr Simões
Estadual
Pmdb
7898
25,10%
2014
Douglas Augusto
Federal
PPS
11585
23,33%
1954
Luis Emanuel Bianchi
Federal
PST
717
20,20%
1994
Tutomo Sassaka
Estadual
PRP
5955
16,74%
2002
Dr Simões
Estadual
PV
6408
16,32%
1990
Rubens Pantano F
Estadual
PT
5068
15,51%
2006
Dr Simões
Federal
PV
5386
12,07%
2010
Chico Santa Rita
Federal
PV
5393
11,66%
1998
Beto da Loja
Estadual
Ptb/psd/Psdb
3479
11,06%
2010
Chinelo
Federal
PSB
3540
7,65%
2006
Chinelo
Federal
PSB
3323
7,45%
2006
Adilson Rossi
Estadual
PTB
3170
7,09%
2002
Paulo Junqueira
Estadual
PSDB
2514
6,40%
2002
Adilson Rossi
Estadual
PTB
2043
5,20%
2014
Adilson Rossi
Estadual
PSB
1255
2,57%
2010
Adilson Rossi
Estadual
PSC
695
1,44%
2010
Eduardo Bettin
Estadual
PHS
647
1,34%







Ranking por votos




Ano
Candidato
Cargo
Partido
votos
%
2006
Marina Bredariol
Estadual
PPS
18927
42,35%
2014
José R. Fumach
Estadual
PSB
18076
36,99%
2002
Marina Bredariol
Federal
PPS
17643
43,20%
2010
David Bueno
Estadual
PSB
16523
34,30%
1998
Marina Bredariol
Federal
PPS
11599
35,79%
2014
Douglas Augusto
Federal
PPS
11585
23,33%
1994
Mané Massaretti
Estadual
PDS
10706
30,10%
1998
Dr Simões
Estadual
Pmdb
7898
25,10%
1978
Mauricio Camargo
Estadual
MDB
7442
45,12%
1970
Paulo Abreu
Federal
Arena
6445
57,55%
2002
Dr Simões
Estadual
PV
6408
16,32%
1994
Tutomo Sassaka
Estadual
PRP
5955
16,74%
2010
Chico Santa Rita
Federal
PV
5393
11,66%
2006
Dr Simões
Federal
PV
5386
12,07%
1990
Rubens Pantano F
Estadual
PT
5068
15,51%
1970
Aloisio Boava
Estadual
Arena
3786
33,81%
2010
Chinelo
Federal
PSB
3540
7,65%
1998
Beto da Loja
Estadual
Ptb/psd/Psdb
3479
11,06%
2006
Chinelo
Federal
PSB
3323
7,45%
2006
Adilson Rossi
Estadual
PTB
3170
7,09%
1966
Paulo Abreu
Federal
Arena
3163
35,42%
2002
Paulo Junqueira
Estadual
PSDB
2514
6,40%
1958
Roberto Lanhoso
Estadual
UDN
2470
44,04%
2002
Adilson Rossi
Estadual
PTB
2043
5,20%
2014
Adilson Rossi
Estadual
PSB
1255
2,57%
1950
Paulo Abreu
Federal
PTB
1114
26,32%
1954
Luis Emanuel Bianchi
Federal
PST
717
20,20%
2010
Adilson Rossi
Estadual
PSC
695
1,44%
2010
Eduardo Bettin
Estadual
PHS
647
1,34%



domingo, 1 de junho de 2014



O perfil do Vice


“Vice não manda nada.” - José Alencar
Vice Presidente do Brasil 2003- 2010

            
Para as eleições de 2016 já existem vários candidatos a prefeito e, principalmente, a vice, tanto da situação como da oposição. São muitos os profetas e analistas políticos locais, presentes nos botecos, no “Senadinho” do Mercadão e nos corredores da Câmara Municipal. Todos profetizam sobre os futuros candidatos, baseados na teoria do “SE”.

            A figura do vice é importantíssima politicamente. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, explicou muito bem o perfil do vice para a chapa do PSDB, para as eleições presidenciais deste ano: “Primeiro, precisamos de um vice que seja solidário. Segundo, que não tire voto. Terceiro, se puder que agregue voto. Para agregar voto, às vezes é melhor que ele seja de outro partido”. Resumindo: Na política o vice tem que somar.

            Na história política de Itatiba existem algumas situações interessantes em relação aos vices. Na primeira eleição após a redemocratização, em 1947, não tivemos a eleição para vice-prefeito, o que só aconteceria na eleição de 1951, com Pedro Mascagni (PTB) sendo eleito o vice de Etore Consoline (PTB). Mascagni entrou para a história como o primeiro vice prefeito eleito de Itatiba. Desta eleição até 1963, o eleitor votava separadamente no prefeito e no vice. O vice além do prestigio político tinha que ter os seus próprios votos. Outro fato interessante a se destacar é que, em 1951, um aspirante a vice teve mais votos que o candidato a prefeito de sua coligação: o vice Joaquim Bueno de Campos (UDN-PSP) teve 1.506 votos e o candidato a prefeito, Benedito Gonçalves Dutra (UDN-PSP) 1.470 votos, ambos derrotados por Consoline e Mascagni.

            Em 1955, o professor Luiz Pântano da coligação PTB/PSP, que apoiava Mascagni, foi eleito o vice de Erasmo Chrispim (PTN). Oposição e situação, aparentemente, governaram juntas. Parece que conviveram bem os quatro anos de mandato, inclusive com Pântano assumindo a prefeitura por mais de um período. Situação difícil de imaginar nos dias atuais.

            Nas eleições de 1959 e 1963 ocorrem também situações interessantes, com mais candidatos a vice do que a prefeito. Em 1959, a vitória foi do PSP com Pedro Mascagni e Otalibe Pellizer com o pleito tendo três candidatos a prefeito e cinco a vice. Em 1963 foram dois candidatos a prefeito e quatro a vice, com a vitória do PTN de Erasmo Chrispim e Mauricio Camargo. Mesmo sendo do mesmo partido a relação entre eles não terminou nada amistosa.

            A partir de 1968 inicia-se um novo modo de se eleger os prefeitos e vices com a introdução da chapa completa (pura), sendo prefeito e vice eleitos com um único voto e, obrigatoriamente, do mesmo partido. Este modelo elegeu os mandatários itatibense até a eleição de 1996. Neste período podemos dizer que existiram momentos de convivência harmoniosa entre os prefeitos e os vices, mas também grandes “turbulências”, além de dois vices que não sentaram um único dia na cadeira de prefeito.

            O ano de 2000 marcou o início das coligações partidárias majoritárias em Itatiba. Com dois mandatos - 2001/2004 e 2005/2008 - a coligação entre PMDB e PP, aparentemente, ficou em harmonia nos oito anos de governo, ganhando duas eleições consecutivas. Concorrendo com uma chapa pura, inclusive para vereadores, o PMDB em 2008 perde a eleição para prefeito, elegendo apenas seus dois vereadores.

            Nas eleições de 2008 e 2012 com a vitória do PSDB - PV mostrou -se que a teoria de FHC está correta: vice solidário, não tirou voto e, de outro partido.  A parceria PSDB - PV sobrevive solidamente, mas agora sem o vice, que foi para o PC do B. Possivelmente vai tentar a carreira solo.

            Quanto a 2016, uma única certeza do ponto de vista teórico e estratégico: o candidato do prefeito é do PSDB. O vice precisa ter o perfil de... Vice. 

Artigo publicado no Jornal de Itatiba - Diário, Coluna Opiniões - 01/06/2014


sábado, 8 de junho de 2013

Velório Virtual




Já é tempo de modernizar os velórios. Sempre o mesmo cenário, ninguém inova! A única mudança sentida é fruto da concorrência entre as funerárias, o que possibilitou alguns serviços extras como maquiagem no falecido e um bom cafezinho. Nos dias em que houver vários defuntos e diversas funerárias atendendo, parece que há uma disputa interna entre elas para ver quem faz o melhor café.  Realmente são saborosos, vale a pena experimentar. A estratégia é boa, pois estão cativando futuros clientes e pode ser um fator determinante na hora de contratar uma funerária:
- A tia Zefinha não passa de hoje, já esta com a sororoca!
- Mas que funerária a gente contrata.
- Vamos contratar a que fez do tio Bernardo, faz um cafezinho muito bom, lembra?

Mas como modernizar os velórios? Temos que levar em conta a escassez de tempo das pessoas e a questão da mobilidade urbana. O trânsito esta cada dia mais complicado. A solução é virtualizar. Mas sem eliminar a presença física do falecido. Ele é o protagonista, estaria lá, firme, rijo e forte. Hoje temos procedimentos que fazem com que o corpo fique conservado o maior tempo possível, o ideal é um evento funerário que dure de dois a sete dias, claro que tudo depende dos recursos financeiros e da importância do finado.

Para começar a inovar, a funerária precisa de uma boa estrutura técnica e profissional, começando com um bom diretor de cena que irá dirigir o velório, escolher e orientar na cenografia, adereços, iluminação, música ambiente e a marcação para que convidados especiais e familiares fiquem em lugares estratégicos: do lado direito ou esquerdo, sempre levando em conta a importância e ligação afetiva com a família. Toda a cerimônia pode ser transmitida ao vivo pela internet, com várias câmeras de alta resolução instaladas em todo ambiente que vai permitir a qualquer pessoa contemplar o falecido e as pessoas presentes por vários ângulos. Pode-se também dar um zoom no rosto da falecido, num detalhe como a aliança, close nos rostos das pessoas, passear pela sala ao lado e comparar os velórios. Como no Big Brother você vai dar uma espiadinha, opinar e se emocionar.
- Nossa! A funerária não caprichou na maquiagem
- E as flores então, que horror.
- Mas, ela vai fazer falta... 

O link com a transmissão do velório vai ser postado num hotsite exclusivo - com versão para o móbile, com um documentário sobre o falecido e o evento funeral: biografia, família, álbum de fotos, causos importantes, causa da morte, horário do enterro, etc. E também estatísticas por sexo, idade, familiares que faleceram do mesmo problema e o índice em toda cidade. Tudo com infográficos que podem ser compartilhados com as redes sociais. O hotsite terá serviços como emoticons, e-mail personalizado para o evento: famíliatiazefinha@funerária.com onde você pode escolher vários tipos de mensagens: carinhosa, afetiva e prantos, e uma sala de bate papo, por perfil de relacionamento com o pranteado. Vai ter salas de amigos, parentes, vizinhos e colegas de trabalho. E, todos podem interagir entre si!   

No evento, a família vai receber tablets para acompanhar on line as manifestações de pêsames. No saguão principal do velório também haverá um telão instalado estrategicamente onde todos poderão, confortavelmente, acompanhar as condolências O convite será disparado por e-mail através de um mailing que o interessado fará em vida e pela família e amigos na ocasião do evento. A funerária terá no seu site a lista de “contratados” onde qualquer pessoa pode ver a lista e se cadastrar antecipadamente para receber o convite.

Mas para que tudo funcione corretamente será necessário o T.F.V - Testamento para o Féretro Virtual, onde o interessado vai poder opinar em vida como vai ser o seu velório: quem vai ficar ao lado do caixão, quem não pode participar, a cerimônia religiosa, tipo e cor da flor, roupa, cortinas, a foto do convite, etc. A camisa ou bandeira do time é muito importante, pode haver aquele cunhado sacana que coloca a bandeira do Palmeiras no caixão do corintiano. Todo cuidado é pouco. Ah!, não se pode esquecer do direito de uso de imagem!

Caso o interessado não tenha muitos amigos, e gostaria de deixar um legado e impressionar na sua cerimônia fúnebre, será oferecido o serviço de carregadores fardados para levar a urna funerária e carpideiras on-line, que chorariam ininterruptamente, virtualmente, durante todo funeral.

A ideia esta lançada. Quem quer se habilitar a ser o primeiro?

* Publicado na Antologia Encontros , 2014. AEPTI

            

domingo, 12 de maio de 2013

Não se pode treinar sorrisos







No dia do lançamento da campanha Itatiba Eu Compro Aqui, a publicitária Débora Giani, apresentadora do evento, foi muito feliz ao citar que hoje o grande concorrente do comércio itatibense não é mais Jundiaí, Campinas ou São Paulo. É o mundo.

Atualmente qualquer consumidor pode fazer as suas compras pela internet diretamente de seu computador, tablet, laptop e até mesmo de seu celular. Alguns consumidores pesquisam em casa, visitam as lojas para conhecer e testar o produto fisicamente, fazem comparação de preços e finalizam as compras por meio dos seus smartphones dentro da própria loja. O varejo, que era um único ponto de contato entre o comerciante e o consumidor, agora é multiplataforma e multicanal.

O fenômeno vem ganhando força e já começa a preocupar os varejistas. O "e-commerce" ainda parece pequeno, mas o crescimento de compras online foi da ordem de 30% a 40% nos últimos anos. É um caminho sem volta, e esta nova realidade exige uma nova postura do varejista. Ele terá de ser ágil e dinâmico na transformação de seu ponto de venda.  Senão, ficará para trás.

Mas não são todos varejistas que podem ter uma loja virtual e adequada ao acesso dos smartphones. Essa mudança exige grande investimento em tecnologia, desenvolvimento, hospedagem e manutenção do site. Sem a internet, a transformação tem de se dar no atendimento. Inicialmente, com a implantação de um bom software de venda e de gestão para o ponto comercial. Essa mudança vai tornar o processo de compra mais conveniente, fácil e envolvente. E com os recursos da Tecnologia da Informação, o varejista poderá cruzar a coleta e análise de dados com informações preciosas para entender, antecipar e adaptar-se às contínuas mudanças do seu cliente.

Mesmo com todo esse investimento, não se pode esquecer o fator humano - o elemento principal nas relações comerciais. Portanto, é necessário continuar investindo constantemente na equipe de frente, com treinamentos específicos sobre os produtos e serviços oferecidos e sobre o comportamento e as expectativas do consumidor.

O atendimento, porém, não se restringe apenas à relação atendente/cliente. Essa é uma experiência sentida pelo consumidor antes mesmo de começar a sua compra: no estacionamento, filas, serviços, acessibilidade, embalagem, formas e facilidades de pagamentos, trocas, entregas, layout da loja, merchandising, exposição, mix de produtos. Enfim toda a conveniência oferecida para atender às demandas do consumidor. O resultado de todo este esforço é a excelência no atendimento. E o bom atendimento é uma experiência única, surpreendente, personalizada. Torna-se inesquecível para o consumidor.

A mudança não é fácil e exige quebra de paradigmas. Frases como “a vida inteira eu trabalhei assim” não podem mais ser usadas. Para quem quiser iniciar as mudanças, comece com pequeno teste e pergunte a si mesmo: eu compraria de minha loja? O atendimento me encanta? Presto um bom serviço?

Como no setor de comércio e serviços há uma grande carência de profissionais para trabalhar em atendimento, mesmo com a Aicita e o Centro de Capacitação Solidária oferecendo cursos periodicamente, aqui vai uma sugestão de Walt Disney para contratar sua equipe: "Eu contrato sorriso; o conhecimento para o trabalho eu treino. Não se pode treinar sorrisos.”


Fabio E Chrispim Marin, publicitário e comerciante.
Atua no varejo desde 1969. Querendo quebrar seus paradigmas.
Membro da AIL

Artigo publicado no Jornal de Itatiba de 12/05/2013

domingo, 28 de outubro de 2012

Vereadores, Partidos e Estratégias Eleitorais.







O resultado final da eleição para vereadores mostra a ascensão, consolidação, estagnação e queda de alguns políticos e de seus partidos aqui de Itatiba.

O PP ficou sem a vaga. Com a desistência de Birdo - do partido e da sua reeleição, o PP apostou na renovação com 11 novos candidatos. Ficou com a segunda suplência da coligação PP-PSD. Conquistou 2148 votos, sendo 145 de legenda. Roberto Penteado do PSD conquistou o seu quarto mandato. No total a coligação teve 4782 votos. Com mais 30 votos conquistaria a segunda vaga.

O PPS coligou com dois pequenos partidos e com o PT. Edvaldo Húngaro sempre tem uma boa estratégia. Sozinho o PPS obteve 6305 votos, o suficiente para duas cadeiras. Renovou com os jovens Washington Bortolossi e Douglas Augusto. Com os 1480 votos dos outros partidos, Húngaro conquistou a terceira vaga e seu quarto mandato.

O PTB também se saiu muito bem com a aliança com o DEM. No total a coligação teve 8405 votos. O DEM reelegeu para o segundo mandato Vitório Bando e também Flavio Monte; este segue a dinastia da família Monte, que esta no poder desde 1963. O PTB, com os 1530 votos elegeu Celso Padeiro.

 O PMN, coligado com o PMDB, elegeu seu primeiro vereador em Itatiba, Cornélio Alves. O PMDB é um dos “grandes”, derrotados nesta eleição. Antes do partido passar para o comando de David Bueno, o PMDB tinha duas cadeiras na câmara. Ficou sem nenhum vereador e amargou a oitava posição entre os partidos. No total a coligação teve 3687 votos. É pouco para uma coligação que aspirava eleger o prefeito de Itatiba. Outro parceiro da coligação que apoiou David, o PHS também não foi bem. Com chapa pura obteve 3134 votos. Faltaram 60 votos para atingir o quociente eleitoral.

Provavelmente o grupo de Fumach se desmembrou com o resultado desta eleição. Após a perda do PMDB o grupo se dividiu e coligou com PR e PSB, ambos do grupo de Chinelo. A coligação somou 6565 votos e elegeu Ailton Fumachi do PR para o seu sétimo mandato e também Dr. Parizoto do PSB. Irene Fumach no PSB não conseguiu se reeleger.

A coligação PDT-PSC no comando da família “Beto da Loja” ficou com a lanterna. Tinha no seu quadro um dos vereadores mais votados de Itatiba: Ronaldo Herculano, que saiu do partido. O Grupo estava com Fattori até o último momento. Mudaram para apoiar Fumach. A coligação totalizou 2003 votos. Muito abaixo do quociente eleitoral que foi de 3194 votos.

O PV do Dr. Simões esteve focado nestes últimos anos. Reforçou suas bases com Ronaldo Herculano, que se reelegeu para o seu terceiro mandato. E elegeu também Décio da Farmácia. O PV, coligado com o PC do B, conquistou no total 5910 votos. Sozinho o PV teve 5739 votos.

O PSDB, contando com um bom planejamento, montou praticamente uma chapa pura. Dos 33 candidatos da coligação, 31 eram do PSDB.  A coligação conquistou 12019 votos, sendo que 2139 votos foram de legenda. Elegeu cinco vereadores: Rui Fattori e Sidney Ferreira em seus segundos mandatos, Ademir Ricardo terceiro mandato, renovou com o Dr. Marco Camargo e teve o vereador mais votado: Dr. Thomas Oliveira.

Com as informações acima podemos elaborar uma pequena “cartilha” de como vencer uma eleição para vereador. A primeira lição é a importância de entender as regras do jogo, principalmente a questão do quociente eleitoral.  A coligação PP-PSD não fez duas cadeiras por 30 votos e o PHS não elegeu Feitosa por 60 votos. O PPS, o PMN e o PTB elegeram vereadores na regra do jogo. A segunda lição é o voto de legenda. Partidos com candidatos a prefeito levam vantagem. A maioria dos votos de legenda o eleitor vota errado, pois em vez de votar para vereador ele vota no prefeito. O voto vai para a legenda. O PSDB conhece muito bem esta “regra”: elegeu Rui Fattori em 2008 e Ademir Ricardo em 2012.

A principal lição que podemos tirar desta eleição é que quem venceu é porque teve uma estratégia eleitoral a longo prazo,  planejamento e uma boa coligação partidária.
E o mais importante: foco no grupo, e não em uma única pessoa.

Artigo publicado no Jornal de Itatiba Diário em 28/10/2012

domingo, 8 de julho de 2012

A Era da Exposição





Não é a configuração do seu perfil que vai salvar a sua reputação,
 mas a consciência crítica de tudo que é publicado.
Vou mais longe, a consciência de seus atos públicos.
Prof. Eric Messa.

As redes sociais estão fazendo muito sucesso no mundo todo. No momento, o Facebook e o Twitter são os preferidos da maioria. São milhares de pessoas que diariamente visitam as suas páginas, colocam os seus posts e fotos ou simplesmente curtem ou compartilham alguma postagem. Eu, inclusive.

É um novo ambiente de interação social e, com ele, surge a Era da Exposição. Esta nova era tem como principal característica o compartilhamento na rede de momentos, de informações e de emoções. Os internautas compartilham tudo: o seu dia a dia, pessoas queridas, momentos de alegria, tristeza, descontração ou raiva.

Muitos ainda não perceberam, mas estão criando um “timeline”. Ou seja, uma linha do tempo com um volume de informações impressionante sobre muitos momentos de sua vida. As pessoas se motivam a publicar seus posts pelos diferenciais oferecidos nas redes sociais: exposição e instantaneidade. Na internet, a comunicação é dinâmica, rápida, numa via de mão dupla. A informação vai e volta. E tudo é registrado e exposto.

Pelo tipo de postagens podemos traçar o perfil do usuário: evangélico, católico, revoltado, frustrado, feliz e se esta amando. Se é palmeirense, corintiano, santista ou são paulino; o seu nível cultural torna-se visível; a sua credibilidade pode ser exposta em posts fundamentados, coerentes e precisos. Tem também aqueles que gostam de aparecer. Os que criticam por criticar querem simplesmente ver o “circo pegar fogo”. E ficam radiantes, certamente, diante de um número expressivo de "likes" e do compartilhamento de seus posts. Criou-se o narcisismo digital.

Com as redes sociais, todos ganharam o “poder” da expressão, de aglutinar e de movimentar sob alguma determinada causa. Há uma transformação nas relações sociais e políticas. Os usuários das redes ganharam um poder ilusório, perderam o seu mistério e, em muitos casos, expuseram sua privacidade.

A Era da Exposição pode trazer problemas às pessoas. Pode comprometer um futuro emprego, um relacionamento, um visto de entrada em algum país mais exigente. Muitas empresas pesquisam nas redes sociais informações sobre candidatos a suas vagas antes de marcar uma entrevista.  Mesmo tendo o controle de privacidade na rede social, ninguém tem controle sobre a sua imagem na rede. Outras pessoas podem compartilhar fotos, vídeos e textos seus. O usuário só tem controle sobre a sua página. Nada mais. Sua reputação pode estar sendo construída ou descontruída nela. Se antes era preciso zelar para que ninguém a destruísse, hoje também é pre­ciso vigiar para que não a construam de uma maneira inadequada. Monitorar o seu próprio nome nas redes tornou-se um cuidado essencial.

Nas redes sociais há lindas histórias, cheias de emoção. Mas, recomendo atenção. É mais cauteloso curtir quem nós realmente conhecemos. Nunca foi tão fácil espalhar boatos. Portanto, cuidado com os seus posts, compartilhamentos e curtições. Principalmente neste ano político. Fique atento. Como dizem os antigos, “o caminho do inferno está pavimentado de boas intenções”.  

Artigo publicado no Jornal de Itatiba - diário em 08/07/2012. Coluna Opiniões